Executando o Kata Enpi na Praia (2017-2018). |
Como
Karateka que sou, sempre mantive o espírito e as tradições japonesas em tudo
que faço, querendo ou não quando nos envolvemos com as artes marciais, não
importa qual, elas nos levam naturalmente as suas culturas, é como aprender uma
nova língua na qual temos que aprender além das regras da própria língua, seus costumes,
tradições, ou seja, aprender algo de outro país é totalmente aprender sua
cultura, como eles agem e o que aprendemos com cada um.
Assim
como eles, temos sempre algo a aprender um com o outro e voltando para o
aspecto das artes marciais, não é diferente, como o Karatê-Dô é uma arte
marcial milenar do próprio Japão, mesmo que a gente tenha nosso jeito de
executar um Kata ou até mesmo aplicar uma técnica, temos que pensar sempre como
os japoneses agiriam de tal forma, é o mesmo esquema de “tal pai, tal filho” de
uma forma ou de outra acabamos imitando nosso pai (ou não) pode ser até nossa
própria mãe mesmo.
O
que eu quero dizer é que o Karatê-Dô como uma arte marcial do Japão, tem que
ser sempre visto como tal, da maneira que a gente recebeu é a mesma maneira que
devemos manter até o final de nossas vidas. O que eu vejo muito pela internet
da vida é que muitos Karatekas querem “inventar” algo novo ou até mesmo uma
técnica que não existe, mas essa pessoa insiste em dizer que existe “tal
técnica” num Kata por exemplo.
Acho
que é isso que muda conforme o tempo vai passando, essa percepção e falta de
interpretação por parte das pessoas. E deixando bem claro, não sou o dono da
verdade e nunca pretendo ser e mesmo assim, não existe dono da verdade, mas
quero deixar bem claro que esse texto faz parte da minha reflexão, é apenas o
que vejo ao meu redor e muitas vezes é esquecido ou até mesmo ninguém tem a
coragem de falar, pois ficam com receio e medo de desrespeito a entidade que é
4ª, 5ª ou até mesmo 6ª dan e por isso não falam suas opiniões.
Claro,
respeito o mérito de cada um, mas nós Karatekas temos o direito apesar da
graduação ou não tirar nossas próprias conclusões e opiniões, acredito que a
gente terá um crescimento mental e pessoal diante uma dúvida nossa que é
resolvida.
Voltando
ao assunto sobre manter a essência, é algo que irá partir de você, sim, é meio
que contraditório, mas se você treina o Karatê-Dô com espírito entenderá o que
estou refletindo nesse texto, treinar consigo mesmo e sentindo cada movimento desde
Kamae (Estar preparado/em guarda) e nunca se esquecer do Zanshin (manter o
estado de espírito sempre pronto), isso é treinar Karatê-Dô de verdade!
Eu
particularmente tenho isso comigo, essa forma e esse pensamento japonês correndo
em minhas veias, às vezes pensando comigo mesmo, chego a pensar que meu antepassado
foram Samurais, por que não?! Às vezes um gesto seu, a forma que você fala,
pode sim se caracterizar em alguma tradição ou não, pode ser apenas você sendo
mesmo. É um assunto muito complexo, mas se você estiver entendendo é algo
gratificante e que pode ser passado pra frente.
Sensei
Gichin Funakoshi nos deixou vários ensinamentos para que nós eternos estudantes
do Karatê-Dô seguíssemos e para que a gente passasse adiante. Ele mesmo fala em
seus livros que o Karatê-Dô está sempre em evolução, na minha concepção é que a
evolução que ele nos repassa em seus livros é um evolução acima de tudo do entendimento do Karatê-Dô,
exemplo, esse é um movimento de Gedan-Barai (defesa baixa ou numa tradução literal:
varrendo em baixo), o que você ver além desse “simples” movimento de defesa?
Entendi o que eu quero dizer? A evolução do Karatê-Dô e a percepção que ele
quer que a gente veja e repasse é uma percepção de como a gente ver através das
técnicas do Karatê-Dô. E a evolução que as pessoas interpretam de modo errado é
a de criar e até mesmo “inventar” técnicas novas, mal sabem eles que esse não é
o caminho.
Concluindo,
é esse entendimento que eu levo sempre comigo no Dojo ou nos meus treinos
pessoais, procuro sempre entender através do Kata ou de qualquer outra técnica,
mantenha esse pensamento com você e verá que sua percepção no Karatê-Dô mudará
pra melhor. E lembre-se, não importa em que país esteja, mantenha suas raízes,
mas respeite e sempre honre por ter concebido algo de outra nacionalidade e
ainda mais uma arte marcial milenar que pertence ao país do sol nascente,
Japão. É algo como: “seja você, mas mantenha o espírito japonês”. Mantenha a
Essência!
Grande Abraço!
Oss! ^^
Esse assunto já é mais complicado de entender (pelo menos pra quem não tem uma base teórica, como eu). Mas vamos lá, acho q você tem razão, existem peculiaridades que devem sempre ser respeitadas, não só nas artes marciais (especificamente no karatê), mas na vida, como você disse a interpretação que conta é que deve ser desenvolvida e não o ato de tentar criar algo que não se encaixa naquele cenário (não sei se dar pra entender kkkkk), mas enfim, acho que não tem como você tentar inventar uma coisa que está sedimenta e que já possui características próprias, acho q seria meio q um insulto, não sei kkkkk vou parar de falar porque acho que não estou falando mais coisa com coisa, mas espero q dê pra entender. Oss
ResponderExcluirNão meu amor, está certa, é bem isso mesmo, não respeitar ou seguir algum seguimento "padrão" de alguma cultura ou regra, é violar os seus direitos.
ExcluirPS:Amei a foto, lembro perfeitamente desse dia ❤️ Oss
ResponderExcluirObrigado meu amor, também lembro desse dia maravilhoso! <3 OSS!
Excluir